
Aspectos morfológicos e moleculares na interpretação
Olá, colega!
Esta edição apresenta uma revisão sobre câncer cervical HPV-independente e traz leituras complementares em PAAF e líquidos serosos.
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A revisão descreve os desafios diagnósticos dos cânceres cervicais HPV-independentes e apresenta uma via escalonada que integra morfologia, imuno-histoquímica e testes moleculares quando necessários.
Esta revisão reúne dados publicados sobre mecanismos, diagnóstico e manejo dos cânceres cervicais HPV-independentes. O texto distingue os tumores verdadeiramente HPV-independentes dos casos em que a classificação pode ser influenciada por falhas de detecção do HPV ou por dificuldade em definir o sítio primário.
Os autores citam baixa carga viral, erros de coleta ou fixação, perda da região L1 do DNA viral durante a integração e diferenças de desempenho entre os testes como possíveis explicações para resultados negativos.
A avaliação começa pela morfologia. Imuno-histoquímica, com marcadores como p16, CEA, ER e PR, auxilia a interpretação diferencial; se a definição permanece inconclusiva, podem ser considerados testes moleculares, incluindo TP53, PIK3CA, KRAS e STK11.
Revisão narrativa: os autores ressaltam a necessidade de mais estudos para aperfeiçoar a detecção e o manejo desses tumores.

Três casos em citologia em meio líquido, com agrupamentos tridimensionais e padrão descrito como drunken honeycomb.
Por que importa
Auxilia a reconhecer uma lesão glandular pouco frequente.

Atipia glandular, DNA-HPV não detectado e correlação com histologia e imuno-histoquímica.
Por que importa
Lembra que a classificação patogenética não se resume ao resultado do teste.

Revisão da classificação atual e dos desafios de reconhecimento citológico.
Por que importa
Organiza critérios para as alterações glandulares.

Bethesda, coloide e padrões foliculares em PAAF.
Por que importa
Ajuda a reconhecer sobreposições morfológicas na rotina.

Grupos epiteliais, células mioepiteliais e fragmentos estromais em PAAF.
Por que importa
Reforça a análise integrada da celularidade e da arquitetura.

Células mesoteliais, agrupamentos reativos e fundo proteináceo.
Por que importa
A classificação depende da avaliação citomorfológica do líquido.
De 3 a 5 de setembro de 2026, o congresso reúne a 5ª Jornada Brasileira de Diagnóstico Laboratorial, com conferências, mesas-redondas, workshops, minicursos, apresentação de trabalhos científicos e discussão de casos.
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A cromatina corresponde ao complexo de DNA e proteínas do núcleo. Na citologia, a avaliação considera textura, tamanho dos grânulos, intensidade da coloração e distribuição no espaço nuclear.
A cromatina fina tende a apresentar grânulos delicados e distribuição regular, padrão frequente em células escamosas não neoplásicas quando associado a contornos nucleares regulares e organização celular preservada. A cromatina grosseira tem agregados maiores e mais densos; quando há variação de tamanho, distribuição desigual e áreas hipocoradas entre focos de condensação, há maior heterogeneidade da organização cromatínica.
Nas lesões escamosas de alto grau, esse padrão pode coexistir com irregularidade da membrana nuclear, hipercromasia, imaturidade citoplasmática e aumento da relação núcleo/citoplasma. Em alterações glandulares, a interpretação inclui sobreposição nuclear, pseudoestratificação, perda de polaridade, feathering, rosetas e nucléolos. Esse aspecto deve ser distinguido de alterações degenerativas e, isoladamente, não define a natureza da alteração.
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